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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Palavra de Vida 05 de agosto

Mateus 15,21-28
21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.
Mensagem:
Ter fé e humildade. Mesmo diante da aparente recusa de Jesus a mulher, na humildade, insiste. Quem quer aumentar a fé precisa ficar firme e confiar mesmo quando Deus parece não
responder. Ele sempre prepara o melhor para te dar. Confie em seu amor e fique firme.

Santo Apolinário


Hoje lembramos com alegria da vida de santidade do mais antigo Bispo de Ravena: Santo Apolinário. Nascido no Séc. I numa família pagã, foi convertido por Deus em Roma, através da pregação do apóstolo São Pedro. No tempo de Apolinário o paganismo e sincretismo estavam dominando todo o Império e, por isso, todo evangelizador corria grandes riscos de vida. Com a missão indicando a evangelização do Norte da Itália, foi ele edificar a Igreja de Ravena, a qual tornou-se na Itália, depois de Roma, pólo do Cristianismo.Por causa de Jesus Cristo e do Seu Reino, lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor e, mais tarde, o martírio. Conta-nos a história que diante do Edito de Milão em 313, a Igreja Católica adquiriu liberdade religiosa e com isso pôde livremente evangelizar o Império Romano, assim como venerar seus santos; é deste período que encontramos em Ravena grande devoção ao Santo Bispo do qual celebramos hoje, herói da nossa fé.

Santo Apolinário, rogai por nós!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Palavra de Vida 04 de agosto

Mateus 14,22-36
Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados.
Mensagem:
Coragem! Sou eu. Não tenhais medo. Não permita que o medo atrapalhe os projetos de Deus na sua vida. Em cada dificuldade Jesus está presente. Não o confunda com um fantasma ou com algo negativo. Aprenda a ver o positivo de Deus nas dificuldades. Ou melhor. Encontre-se com Jesus presente em cada dor. Quem o abraça encontra a ressurreição. Seja forte na fé.

São João Maria Vianney


Neste dia de hoje, com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D'Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica. Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia "acertar" o passo com o seu batalhão.Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade). João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia "pagã", chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: "Neste meio, tenho medo até de me perder". Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação. Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão)Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um caminho de comunhão e de solidariedade!-Eis a nossa vocação


Num mundo marcado pelo individualismo, somos chamados à comunhão de vida. Comunhão esta que é plano de Deus para a humanidade. Aliás, comunhão presente em Deus, um só em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Toda missão deve objetivar a comunhão. Afinal, fomos criados à imagem e semelhança deste Deus Uno e Trino.
A vida só tem sentido quando partilhada. "Quem quiser ganhar a sua vida vai perdê-la, quem perder a sua vida por causa de mim, irá ganhá-la" (cf. João 12,25).
Quando vemos uma sociedade marcada pelo pensamento do buscar sempre a própria felicidade, encontramos barreiras para que o plano do Todo-poderoso se propague.
Formamos um só corpo, que deve estar bem unido e em que todas as divisões devem ser superadas.
Cada membro do corpo tem sua função em prol do todo (cf. 1 Coríntios 12, 12-30).
Na Igreja, vivemos e proclamamos esse caminho de comunhão. Cada um na sua função específica buscando o bem de todos.
Como sacerdote, tenho de ser um animador de comunidade.
É preciso levar vida ao que fazemos. Ser animador é justamente fazer isso, ou seja, vivificar pela força do Espírito nossas atividades, entrar no dinamismo do Espírito de Deus.
Como casal e pais, sacerdotes do lar, a missão é ensinar o mundo a crer no amor. Sempre digo que cada casal torna-se "uma parábola viva do Amor de Deus!" Quando unimos essas duas missões, fazemos acontecer o sonho do Criador: Vida Plena e marcada pelo Amor!
Em nossas comunidades, junto às crianças, aos adolescentes e aos jovens, temos que fazer acontecer este testemunho de comunhão. Ninguém vive para si: "Se vivemos, é para o Senhor que vivemos..." (Romanos 14,8).
E o Senhor se identifica com o Seu Corpo Místico, que é a Igreja, aí o Senhor se encontra.
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles" (cf. Mateus 18,20).
Criemos, ou mesmo, reativemos nossos espaços de solidariedade, de animação da vida e de vivência concreta do amor em nossos grupos. É pelo amor entre nós e para com os outros que somos reconhecidos como discípulos-missionários de Jesus. O Documento de Aparecida pede à Igreja uma "conversão pastoral".
Penso que essa conversão passe por aí, ou seja, fazer com criatividade a Vida e o Amor acontecerem.
Sua vida tem sido sinal de comunhão? Vamos assumir os planos de Deus? Não ao egoísmo, ao egocentrismo, ao individualismo!
Sim à vida, sim à comunhão. Existimos para fazer outros felizes, para marcarmos a história passando pelo mundo a fazer o bem.
"A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma..." (cf. Atos dos Apóstolos 4,32).
Que nos vendo em nossas comunidades ou em nossas casas os de fora possam dizer: "Vejam como eles se amam!"
Quem se prepara para alguma missão, tenha sempre em vista o bem dos outros, o amor aos seus semelhantes!
Eis o caminho de todo ser humano, eis o sentido de toda vocação!
Pe. Rinaldo Roberto de RezendeCura da Catedral de São Dimas - SJC

Palavra de Vida 03 de agosto

Evangelho de Mateus 14,13-21
13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Mensagem:
“Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer! ” O Senhor nos manda sentar para que possamos parar e refletir sobre a nossa vida, partilhando e dividindo com as outras pessoas os nossos planos e sonhos. Tudo isso, dentro da perspectiva de Deus e à luz da Sua Palavra e dos Seus ensinamentos.
Há dois mil anos, Jesus olhou a multidão, teve compaixão dela e agiu. Com certeza ele olha hoje a situação de tantos irmãos e irmãs e pede que os seus seguidores façam algo para mudar a situação. Paira sobre nós cristãos do fim do milênio o desafio do texto de hoje: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” O que significa isso na prática para mim, para você, na nossa situação concreta de vida?

Santa Lídia


Uma antiga tradição cristã a respeito do culto aos santos demonstra que Santa Lídia foi uma das primeiras santas a serem veneradas dentro da fé católica. Lídia era uma prosélita, ou seja, uma pagã convertida ao judaísmo. Veio da Grécia asiática e instalou-se para o seu comércio em Filipos, porto do Mar Egeu. Fez-se cristã pelo ano de 55, quando São Paulo evangelizava essa região. São Lucas, que andava com o Apóstolo, contou este episódio:"...Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia." (At 16,12-14)As formalidades da canonização levam frequentemente muitos anos. Foram porém curtíssimas ao tratar-se de Santa Lídia. Foi Barónio (+ 1607) que, em 1586, com sua própria autoridade, a introduziu no Martirológio romano, cuja revisão lhe estava entregue.

Santa Lídia, rogai por nós!